sábado, 12 de março de 2011

Um novo sabor.


 
Definitivamente o amargo não me pertence nem faz questão de permanecer em mim, ainda que tome diversas doses diárias dessa sensação. Acho que aprendi sim a dar a outra face e não sei se me fez ser menos ou mais receptiva. Sei que me sinto bem melhor. Ele simplesmente evapora, se dissolve, se desintegra.
Aquele gostinho doce sempre sobressai de todas as lembranças e emoções. Sempre fica um pouco de querer mais e não tudo, e em outras vezes, de querer tudo e não se bastar com apenas “um pouco mais”. E me resta essa essência de tudo que um dia foi judiado, não compreendido, não correspondido, não resolvido... Entre outros “nãos” que a Vida nos insiste em estampar na cara.
Amamos quantas vezes for necessário, cometemos os mesmos erros, insistimos nas mesmas verdades... Mantemos nossa essência por que o caráter é natural, ninguém muda sua estrutura. Adaptamos certos cômodos, reformamos alguns metros quadrados, mas tratamos de defender a qualquer custo nosso território. Claro, sempre amadurecendo e aprendendo com as formas e seus reflexos.
Deixamos a ignorância de lado, fazemos questão de mostrar os arranhões de cada tombo e com a mesma graça o sorriso a cada mão estendida para nos levantar. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Temos nossas particularidades, nossas peculiaridades e como não há mal que sempre dure, insisto e acredito SIM que há bem que NUNCA se acabe!
Como o beijo é um estado de adoração, por que não outras maravilhas serem permanentes?
É esse o sabor que busco em minhas receitas diárias. 

quinta-feira, 10 de março de 2011

Questão de escolha!





Ouvi hoje junto a uma troca de olhares a frase seguinte: “A felicidade está dentro de você. E vivê-la é uma questão de escolha. Sua escolha”.
O grande problema, se assim podemos chamar, é que a nossa felicidade sempre está atrelada a delírios de nosso coração, a sentimentos conseqüentemente por alguém. Não sabemos nos bastar e nesse ponto somos extremamente solidários em querer compartilhar nossas alegrias por ou com esse “alguém”.
Me qualifico como intensa e inteira, pois a minha essência não sabe estipular ou estimar porcentagens de envolvimento. Ou é, ou não é, até mesmo por que a tolerância em certos casos me torna superficial, rasa. E me desestimula não ver profundidade e integração no efeito de minhas ações.
Entretanto, um cuidado nem sempre é observado. Pessoas entram em nossas vidas, entramos na vida delas, e por mais correspondidos que sejamos nunca faremos idéia do real “estrago”, bem ou mal, que causamos. Portanto, as nossas escolhas sim precisam ser mais cautelosas, pois seremos eternamente responsáveis por tudo que cativarmos.
É preciso que nossas palavras sejam condizentes com as nossas atitudes. É preciso mais seriedade com o tal do Sr. Coração e assim essa Sra. Felicidade não estará sempre a beira de um abismo. Por que ainda que as teorias de auto estima ou relacionamentos nos digam para nos bastar, a nossa prática se modifica e é imprescindível não abalar as estruturas vizinhas. A recuperação destes é extremamente lenta e o que for levantado em seguida, jamais será o mesmo.
Moral da história: a nossa vida é feita de decisões. Cada escolha, digo mais uma vez, equivale a uma renúncia.
Decida com responsabilidade. E a responsabilidade não precisa deixar de ser adorável.