quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

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Quando o próprio amor vacila

"Eu sei que atrás desse universo de aparências, das diferenças todas, a esperança é preservada.
Nas xícaras sujas de ontem o café de cada manhã é servido. Mas existe uma palavra que não suporto ouvir e dela não me conformo.

Eu acredito em tudo, mas eu quero você agora! 
Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes, pelas tuas loucuras todas, minha vida.

Eu amo as tuas mãos, mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas.
Amo o teu jogo triste, as tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo.
Eu amo a tua alegria mesmo fora de si, eu te amo pela tua essência, até pelo que você podia ter sido, se a maré das circunstâncias não tivesse te rebanhado nas águas do equívoco.

Eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo, quando sozinha bordo mais uma toalha de fim de semana.
Eu te amo pelas crianças e futuras rugas.
Te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis...
Amo o teu sistema de vida e morte. Eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual. Eu te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras e te amo desde os teus pés até o que te escapa.

Eu te amo de alma pra alma e mais que as palavras, ainda que seja através delas que eu me defendo quando digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis, quando o próprio amor vacila."


*Texto digno. Infelizmente, desconheço o autor.
http://www.youtube.com/watch?v=A0gD241Xm-I

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tropa de Elite 2








Segue desabafo de uma amiga depois de assistir ao Tropa de Elite 2: 
Faça Valer a pena!!! 


VAMOS SER AS NOVAS TROPAS NAS RUAS?
CONVITE A TODO CIDADÃO BRASILEIRO

Assisti ao filme Tropa de Elite 02 esta semana e estou extasiada. Penso que é esta a palavra. Amo cinema e o “Tropa” é genial. Vou levar tantos quanto eu puder a vê-lo, ou induzir a assisti-lo. Permeei por todos os sentimentos enquanto o assistia: indignação, revolta e até mesmo alegria por ter somente 27 anos e poder, quem sabe de alguma forma, transmitir à minha filha e quem mais se dispuser a me ouvir, que acredito no meu País, embora muitas vezes eu me envergonhe dele! Mas quem de nós nunca teve vergonha de si mesmo, não é?!
Percorri durante os 118 minutos do filme por pelo menos 10 anos de história deste País, vendo-o retratado em cada frame. Revi a morte do jornalista Tim Lopes, do prefeito Celso Daniel morto em “suposta” queima de arquivo e o menino João Hélio que aos seis anos foi arrastado pelas ruas do Rio de Janeiro... Ficamos chocados, não?!
Entretanto, meu horror foi ainda maior, quando realmente entendi vendo no plenário, no depoimento do Coronel Nascimento (cena do filme), as mães com faixas dos filhos mortos pelas barbáries diárias ocorridas nas ruas do Rio de Janeiro, e que ainda acontecem até nos confins do Judas. Inúmeros casos de policiais envolvidos no crime organizado e recebendo propinas. Deputados, prefeitos e dirigentes políticos que se mostram indignados vivendo verdadeiras cenas de tragédia shakespeareanas, quando envolvidos em escândalos, que são o combustível das CPI´s, onde dão depoimentos inflamados nos plenários, como o Deputado Guaraci, personagem do filme e caricatura de muitos desses candidatos, CPI`s essas que muitas vezes servem mais de palco para promover os que naquele momento são opostos aos acusados. Os mensalões, “pizzadas” no planalto e muito mais de todo esse lixo embaixo do tapete dos Três Poderes do Brasil. Deve ser para isso, o tapete do planalto! Acredito que em breve devam contratar uma empresa para lavá-lo.
 Eu poderia me enveredar por muitos caminhos e relembrar muito mais da triste realidade do nosso Brasil, mas minha intenção não é a de “chover no molhado”. Sabemos de tudo isso, pois nos veículos de massa não se fala em outra coisa. O que pretendo é fazer com que as pessoas assistam ao filme e percebam a teia que a grande Viúva Negra chamada POLITICAGEM vem tecendo neste País. Nós sabemos que a corrupção está aí, e nem nos indignamos mais. Acontece que muitos de nós, cidadãos, acreditam que os grandes problemas sejam o tráfico, a violência, a marginalidade, enquanto que um na verdade não existe sem o outro, e ambos se alimentam e vivem como parasitas, enquanto nós os sustentamos.
Somos nós os doentes nas filas do SUS, morrendo nas portas dos hospitais. Somos nós que não temos escolas boas e seguras para nossos filhos, somos nós que vemos nossos filhos serem vítimas de balas perdidas, que vemos o nosso querido filho ser atropelado em um racha, como o filho da atriz Cissa Guimarães e descobrir que os policiais que deveriam ter prestado socorro a ele, foram pedir propina para livrar a cara dos playboys que o atropelaram. Mas culpar somente os policiais é fácil, culpar o País é fácil, culpar o sistema é fácil, enquanto continuamos vivendo nas favelas onde o lixo é jogado a céu aberto, junto com o xixi e as fezes. Permanecemos analfabetos e todo o resto que já estamos cansados de saber. Ficamos indignados e só, isso, estáticos. Não temos coragem de botar a boca no trombone.
Na noite de 04 de dezembro, enquanto assistia ao Tropa 02, um filme em paralelo passou por minha cabeça. O meu processador começou a funcionar, e foi baixando da minha memória todo o lixo bombardeado dia após dia na minha mente, o que na maioria das vezes prefiro, simplesmente, mandar para a lixeira, dos telejornais e leituras da mídia impressa. Notícia e mais notícia que se repete tragédia+caos+morte. Um grande quadro da realidade nua e crua se constrói em minha frente e me vejo em Doriam Gray, ao se dar a facada, no quadro, o seu verdadeiro “eu” começa a aparecer, decompondo-se e apodrecendo instantaneamente.
Meu nome é Loraine Passaglio, tenho 27 anos, sou Turismóloga e pós-graduada. Gerencio um hotel no interior de Rondônia, tenho 33 funcionários sob minha orientação todos os dias. Sou mãe. Portanto, posso me considerar formadora de opinião. Prometo a partir de hoje, não mais ficar sentada em meu sofá, na cadeira do meu escritório e nem vou só me preocupar com meu cansaço depois de um dia de trabalho. Vou abrir a boca para falar do que realmente importa, nunca mais vou dizer que odeio política, porque eu sou cidadã brasileira, amo o meu País e não vou mais acreditar em Papai Noel, um senhorzinho barbado, sorridente que diz: “Ho Ho Ho, nunca antes na história deste País”... Porque eu sei que posso fazer alguma coisa, assim como o que acabo de desabafar aqui.  
 
Loraine Caroline de Souza Passaglio
Ji-Paraná 06 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Por respostas...

 

Ainda que não queira, aguardo por elas. Sinto um nó no estômago, na garganta... como se eu quisesse chamar ou te encontrar. Até minha resistência baixou nesses últimos dias e um mal estar foi a desculpa que meu corpo encontrou para se deixar cair e fragilizar.

Antes eu conseguisse gritar, surtar ou despejar essa agonia aqui de dentro. Não guardaria esses desabafos por tanto e tanto tempo. Sei que me consomem e muito mais por que sei que não tenho do que reclamar. Me culpo por isso.

Mas está aqui, comigo. Dentro de mim. Pedi tanto, mas tanto... e então Ele me atendeu: Deus tem tomado direção da minha vida. E é muito cedo para dizer que não é bem isso que eu esperava. Mas não importa. O fato é que nesse caminho, eu queria ter virado a esquerda, tomado aquela direção, o retorno próximo... Mas não, esse não foi o lado para onde Ele me dirigiu.

Sinais continuam aparecendo. Indícios de que talvez tudo possa voltar e que Ele apenas esteja me fazendo pegar outro percurso, para que eu possa ver outras cores, outras formas e receba talvez não da maneira mais simples, mas sim da mais adequada para ser concreto.

Talvez a ausência de palavras nesse momento ou a falta de presença seja a resposta e esse silêncio a comprovação. Ou não! Nem sei mais o que pensar. Mas sei o que quero... e é só ser feliz!

Pedi por mudanças e radicais, não pedi?! Pois então. E sei que precisamos ter cautela com o que pedir para Deus. Por que Ele é realmente justo e fiel em fazer acontecer.

E que assim seja!