sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Os bons são maioria



Tenho boas notícias de uma realidade presenciada. Boas notícias trazidas diariamente por exemplos que me fazem mudar conceitos e acreditar que os bons são maioria. Apesar de todos os desabafos que tenho feito aqui no blog sobre os “empecilhos” para a implantação da unidade do Hospital de Câncer de Barretos em Rondônia, meu coração se enche de esperança por Deus se fazer sempre presente no que de mais importante a Fundação Pio XII se baseia, no AMOR ao próximo!

Nos últimos meses, tenho acompanhado a dedicação do trabalho voluntário dos coordenadores de ações solidárias do HCB espalhados em nosso Estado. De 52 municípios, temos 37 cidades sendo representadas por esses anjos da guarda que se dedicam na captação de recursos para a manutenção do hospital, através principalmente da realização do Leilão Direito de Viver. Em pouco tempo, acreditamos que alcançaremos 100% das cidades.

E esse amor tem me dado uma força fora do comum para dar continuidade a este projeto que tanto me orgulha e emociona. É mais do que eu podia imaginar a confiança que cada coordenador, doador, comprador ou patrocinador dessas ações depositam em nós, colaboradores da Fundação. Uma confiança que envolve principlamente o cuidado que damos a vida do portador desta doença.

No começo o trabalho era de conscientização, forçados por uma troca de favores, esperando a contrapartida. Felizmente, prestar solidariedade tem deixado de ser uma obrigação ou um ato de “responsabilidade” social, para assumir um lugar de despertar de humanização e de humanizadores. Felizmente, enquanto imploramos para uma meia dúzia agregar nessas causas, recebemos a acolhida de centenas movendo terras e céus para gerar a mudança.

A maior prova do bem que faz fazer o bem são os testemunhos. Sérgio Reis é um exemplo deste envolvimento com a causa. Grande parceiro do HCB desde o início, veio a Rondônia mostrar sua simplicidade e emocionar a todos por onde passava, com este amor que sente pelo hospital.

Hoje em visita a uma grande e renomada empresa em Rondônia, ouvi de seu diretor que nesses últimos dois meses de dedicação ao leilão em Porto Velho, ele teve sua vida transformada enquanto ser humano. Como explicar tamanha benção nessas organizações em prol a Fundação Pio XII, senão atribuir isso as mãos de Deus?! 


Ouro Preto do Oeste se consagrou nesse fim de semana como o maior arrecadador de gado de todo o Brasil nas edições do Leilão Direito de Viver. Já nesta primeira edição da cidade o evento arrecadou aproximadamente R$ 918 mil.

Meu coração se alegra desta forma por ver nos contrastes o bem vencendo os dissabores e que tamanha confiança que nos dedicam da mesma forma podemos dedicar a esses anjos. Sempre digo que se todos nós fizermos um pouco, ainda vai sobrar gente precisando de ajuda.

Acredite, o AMOR é maior que todos! 
E eu continuo aqui, na determinação de balançar mais e mais um pedacinho deste mundo, certo Márcio Jr?! 


:)  Conto com todos vocês! 

www.cliquecontraocancer.com.br

domingo, 20 de novembro de 2011

Direito de Viver


A RedeTV! em parceria com o Hospital de Câncer de Barretos, promove a segunda edição da campanha RedeTV! Direito de Viver. A campanha arrecadará recursos para a conclusão da obra do Hospital de Oncologia Infantil da Fundação Pio XII, que terá capacidade para atender 600 crianças. A maratona televisiva de 2011 estará no ar entre os dias 20 de novembro e 11 de dezembro.  

O Direito de Viver surgiu em 2002 para suprir dificuldades financeiras do hospital. Com um déficit mensal de R$ 5 milhões, a instituição realiza três mil atendimentos gratuitos por dia (SUS paga parte do custo) e serve sete mil refeições a pacientes vindos de todos os estados brasileiros. O HCâncer Barretos, sob o comando de Henrique Prata é, hoje, o quarto serviço do mundo em atendimento público de excelência, e isso só se tornou possível graças a ajuda recebida através das doações.

Para doar, entre em contato através dos telefones:

R$ 7,00 disque 0500 504 1207
R$ 15,00 disque 0500 504 1215
R$ 20,00 disque 0500 504 1220

Acima de R$ 20,00, acesse o link:
http://www.redetv.com.br/especiais/direitodeviver/comoajudar.asp

O programa entra ao ar neste domingo a partir das 18horas, horário de Brasília.
Assista. Conheça mais do projeto!

domingo, 6 de novembro de 2011

No caminho certo...

Entre tantos desgastes e contradições, as provas de que estamos no caminho certo estão por toda parte.
Gostaríamos de dividir este momento com todos vocês parceiros do Hc Barretos. Esta semana, nosso diretor Henrique Duarte Prata esteve em Nova York para receber o prêmio internacional de referência no tratamento e prevenção do Câncer de Mama. 
O evento é organizado pela AVON Internacional que incentiva e investe em mais de 60 projetos espalhados no mundo todo. Esse reconhecimento é dedicado a todos nossos pacientes, colaboradores e parceiros. Mais do que um trabalho, sem dúvida alguma uma lição de vida a cada dia. 
http://eptv.globo.com/emc/VID,0,1,48678;3,hospital+do+cancer+de+barretos+recebe+premio+nos+eua.aspx

domingo, 30 de outubro de 2011

Novas tentativas...




Confesso que tenho tido medo de escrever sobre o que tem nos acontecido, ou rasgaria aqui tamanha revolta. Há uns dez dias havia escrito (mas não publicado) sobre a vinda dos advogados da Fundação Pio XII - Zaiden Geraige Neto e Ricardo Calil. A situação ainda era a mesma, a conquista do parecer a favor da criação da filial da Fundação Pio XII, do Ministério Público. Sim, infelizmente foi preciso nosso jurídico intervir nos esclarecimentos necessários.

Foram atendidos então pelo Procurador Geral do Estado - Dr. Valdecir Maciel e pelo Governador, aos quais explicamos a situação. Assim como em todas as outras “peregrinações”, as expectativas foram as melhores, de todas as partes. Acho que é justamente por isso que não entendemos o que de fato está acontecendo.

Em seguida, chegamos ao gabinete do excelentíssimo Juiz Dr. Edenir Rosa, também presidente do Comitê da Saúde no Estado. Uma pessoa muito séria, digna de ser ouvida com respeito frente a tanta falta do mesmo como temos visto ultimamente. Ele tem ciência do verdadeiro receio do MP. Realmente a malandragem imperou e ainda impera muito aqui em Rondônia, e infelizmente, estamos pagando por essas ações.

A insegurança do MP e prefiro entender dessa forma, para não julgá-los como o mesmo tem feito com a Fundação (questionando nossa idoneidade), tem nos colocado no mesmo “balaio de gato”. Como ele mesmo disse, nós chegamos em um momento de grandes desconfianças na saúde pública, onde empresas criaram fundações e levaram muito dinheiro do Estado, fazendo ainda da boa ação, circos políticos e eleitoreiros.

Paciência e perseverança... Sem dramas, pois é a mais pura verdade, estamos praticamente implorando para cuidar de nossos pacientes aqui do Estado, aliás, pacientes que são antes de tudo do Estado.

Sem grandes resultados, na última quarta-feira veio a Porto Velho, nosso diretor geral, Henrique Prata. Chateado e desgastado com essa situação, fomos pedir uma posição do Governador, alegando que não insistiríamos nessa permanência se o Estado realmente não fizesse questão da vinda da Fundação para Rondônia. Ponderado, o Governador reiterou o processo nas mãos de seus procuradores, e disse que os mesmos resolveriam da melhor forma.

Ainda desapontado, Henrique Prata foi a Assembléia Legislativa do Estado agradecer as doações dos deputados federais para o Hospital. De lá, conseguimos enfim através do presidente da ALE que o Procurador Geral de Justiça do Estado nos atendesse. Mais uma vez toda a história foi contada, e saímos de lá com a mesma conversa de ser dada novamente a devida atenção ao assunto.

Ao fim do dia, Henrique Prata foi visitar a obra, e lamentava o fato de em sua fase de conclusão não saber se vai poder colocá-la em funcionamento. Sinceramente, não sabemos o que vai acontecer. Colocamos nas mãos de Deus por que tudo que esteve ao nosso alcance foi feito. E que assim seja!








quarta-feira, 12 de outubro de 2011

12/Outubro

Ser criança... Na inocência, na adolescência, na meninice.
Quando for preciso ser gente grande e quando chegarmos na melhor da melhor idade. Sempre e sempre, ser criança.

“Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança,
de maneira nenhuma entrará nele.” (Marcos 10:15)

sábado, 8 de outubro de 2011

Entraves




Hoje o dia foi desgastante, na verdade esta semana e os últimos meses com a luta pela abertura do CNPJ da filial da Fundação Pio XII em Rondônia. Entramos com esse processo inicialmente na cidade de Porto Velho e por sua vez Ji-Paraná já há uns três meses.

A falta de experiência dos órgãos competentes com a nova situação (filial de fundação), neste caso o Ministério Público, tem tornado lento a formalização de um parecer a favor (ou contra), para que os demais processos sigam seu curso. As orientações no início se confrontavam. A caminhada a escritórios de contabilidade, Receita Federal, Cartório e demais órgãos foram constantes até nos direcionarem a Casa da Cidadania (MP), responsável por Fundações.

Mesmo com toda documentação exigida entregue, um impasse surgiu esta semana para que em uma audiência, na qual pensei que fosse ter o parecer a favor, eu encontrasse mais entraves na liberação de nossa atividade no Estado. Entre tantos questionamentos, elas (as promotoras) alegaram a ilegalidade de criação de uma filial de fundação.  Receosas com a quantidade de entidades “pilantrópicas” que se instalaram no passado, chegaram a colocar em cheque a idoneidade do Hospital de Câncer de Barretos.

Todos os argumentos foram utilizados e inclusive nosso departamento jurídico foi acionado. Incansavelmente ressaltávamos para elas que não surgimos do vento e que o mesmo processo foi realizado legalmente nas unidades de Juazeiro (BA) e Jales (SP). Temos nesses Estados a credibilidade de todos os órgãos competentes, temos ainda o Ministério da Saúde a nosso favor e como nosso parceiro.

Mas o que acontece com Rondônia? Não é a primeira vez que sentimos obstáculos sendo construídos nas ações do hospital dentro do Estado, mais especificamente na Capital. Depois de um trabalho de treinamento, nossa Campanha de Doadores de Medula Óssea não pode ser concluída. Presenciei nossa equipe indo embora deixando centenas de pessoas a espera dessa ação. E por que? Acho que não preciso nem dizer.

O que pedimos é agilidade no processo. Parceria, cumplicidade. Façamos cada um sua parte, unidos pelo bem comum. O que está ao nosso alcance tem sido feito, precisamos da cooperação da outra parte. Não queremos ibope ou cortejos. Mas sim fazer o que de melhor podemos para a população: prestar atendimento de excelência na oncologia.

Acreditando na dedicação de todos os órgãos públicos e privados para o início dessa fase onde assumimos a oncologia do Estado. Nossa obra está em fase final, o processo seletivo para a contratação também finalizado. E o que nos falta? A real existência da filial em Porto Velho, seu CNPJ. Sem isso, nada de contratos, nada de convênios, nada de geração de empregos e muito pior, nada de assistência para os pacientes portadores da doença.

Teremos em breve uma audiência com o Promotor Geral de Justiça.
Darei notícias, boas assim espero!
Que Deus nos proteja!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Propondo atitudes...



Bom...
Vou tentar ser menos egoísta falando de meus dramas e desconfortos emocionais particulares para falar de coisas muito mais sérias a partir de hoje. Chega dessas conversas de mulherzinha e de olhar apenas para o meu espelho. Há meses estou envolvida em um projeto de saúde pública e quero dividir com vocês o que tenho vivenciado nesse meio. Sempre que cair na tentação de falar sobre minhas emoções, pedirei licença. Minha Monega dona do blog http://demaipramai.blogspot.com/ tem toda a razão... As pessoas precisam conhecer um pouco mais dessa realidade. Explicarei o por que do tema..

Não cheguei a dizer aqui ainda, mas recebi uma proposta de administrar uma filial do Hospital de Câncer de Barretos, do qual a Fundação Pio XII é mantenedora, na cidade de Porto Velho (RO). Sim, deixei o Jornalismo para aceitar de braços abertos mais do que um desafio e sim um presente que Deus colocou inicialmente na minha vida e conseqüentemente na vida de tantas outras pessoas que hoje sofrem vítimas dessa doença.

É de conhecimento de todos que o Hospital de Câncer de Barretos (WWW.cliquecontraocancer.com.br) é uma instituição de saúde nacionalmente e internacionalmente reconhecida especializada neste tratamento. Dentro da realidade local, somente no ano de 2010, a Fundação atendeu em sua unidade de Barretos/SP cerca de 1,6 mil pacientes de Rondônia, provenientes dos 52 municípios deste Estado. Nesses pacientes, o Hospital realizou aproximadamente 26,5 mil procedimentos de tratamento e diagnóstico.

Diante destes fatos, a convite do Governo do Estado de Rondônia, a Fundação Pio XII assume a gestão de um serviço de diagnóstico e tratamento de câncer, não só em Porto Velho como futuramente em Ji-Paraná. Vale ressaltar que todo o atendimento prestado nas filiais da fundação é 100% via SUS.

Enquanto não inicia a construção da unidade própria do Hospital (já com projeto aprovado), o serviço será realizado em uma ala de 871 metros quadrados do Hospital de Base Ary Pinheiro, que atualmente está em reforma com prazo para ser entregue até novembro deste ano.

O que quero é compartilhar um pouco do que presencio desde esse momento inicial do processo burocrático exigido, passando pelas minhas viagens a matriz em Barretos e futuramente ao assistencialismo que será prestado em Rondônia.

Espero que eu consiga transmitir o amor que sinto por esse projeto e o conforto para com aqueles que se identificarem com as histórias. Que Deus abençoe a todos envolvidos e que possamos dar e fazer o melhor de nós para os que mais necessitam.  

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fraquezas




Por que nossas fraquezas nos permitem deixar com que as pessoas nos magoem? Tudo é muito previsível e ainda assim arriscamos sabendo o final da novela. Digo mais, ainda nos sentimos no direito de nos revoltar... Mundinhooo... vamos falar menos e ter mais atitude, por gentileza!

Certa vez eu li uma frase que dizia “A gente está no lugar onde a gente se coloca”. Tem algo mais verdadeiro do que isso?  Ainda que nunca seja o lugar que gostaríamos de estar. Onde foi parar o cuidado? O amor ao próximo? O respeito pelos sentimentos alheios?

Em algumas vezes me odeio por acreditar no olhar das pessoas, por que hoje é comum em um olhar aparentemente sincero ser apenas o disfarce de um dissimulado.

Peço sabedoria para Deus para que a revolta não reine no meu coração. Peço que todas essas minhas fraquezas transcendam e me façam superior a qualquer lágrima de lamentação. E que meu sentimento seja apenas de indiferença. Não quero que nem o desprezo, nem o amor e nem a piedade deixe rastro.

Aprendi a não fazer aos outros, o que não gostaria que fizessem comigo. Tento seguir isso todos os dias. Mas sei que sou falha. De todas as formas, nunca é demais cuidar com o agir e com o falar, para que maiores danos não sejam causados.

Se soubéssemos o impacto que nossas ações (boas ou más) refletem no coração das pessoas, pediríamos licença sempre ao entrar.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Valer a pena...



...É incrível como existem coisas previsíveis,
mas que mesmo assim corremos o risco de fazer:

Fazer acontecer,
Fazer viver,
Fazer sentir...

Sentir saudade,
Sentir vontade,
Sentir coragem!

Sentir que tudo um dia se repita com a mesma intensidade e liberdade da primeira vez...

...que conversamos pelo olhar,
...que me deste respostas através de um beijo,
...que tive a certeza com seu abraço!

Confirmando que assim será para sempre meu instante mágico. Sentindo aquele friozinho indescritível na barriga, mais aquela sensação de querer que o tempo pare e dure "apenas" a eternidade!

Lembrar, relembrar...
Iludir, desiludir...

Querer e desta forma novamente fazer acontecer...
Com os mesmos medos, com as mesmas inseguranças mas pelo tão e único desejo de fazer valer a pena.

Não sei se gosto, se amo, se quero, se sinto muito essa falta, se desejo.
Só sei que tudo isso junto se completa.
Só sei que te preciso!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Jornada

 
 
Aprendi a gostar do jeito que a VIDA me envolve. 
Aprendi a respeitar suas vontades, entender suas voltas e cada recomeço. 
Recomeço que na verdade reflete a resposta que em cada ocasião busco a todo custo. 
Aprendi acima de tudo a aceitar que o acaso não existe, 
e que as ingenuamente chamadas “coincidências” são manifestações da nossa fé, 
seja ela no meu Deus ou em qualquer outra percepção do que podemos atribuir às criaturas e ao seu Criador, 
ainda que ele seja apenas a junção de uma explosão no espaço.
 
O mais engraçado é o samba que a VIDA nos impõe a dançar. 
Seus passos e rebolados direcionam o que chamamos de JORNADA. 
E não importa como você a veja, nem mesmo se seu futuro corresponde ao amanhã ou 
a uma projeção de cinco anos. 
Importa sim o que você faz de cada dia de presente, o que cada dia desse agrega a sua vivência. 
 
Gosto da transparência que ela se propõe a quem se dedica, ainda que seja dura e severa. 
Ela é pura e base de fortalecimento para quem se dispõe a crescer. 
Existem pessoas que se camuflam tentando se esconderem de si mesmo. 
Outras partem do princípio de que são realmente necessárias as máscaras apropriadas 
para sua permanência em sociedade. E me pergunto o que se ganha com isso? 
 
Por mais tempo que dure cada representação, um dia as máscaras acabam caindo. 
O show acaba, as luzes apagam e a cortina se fecha. 
E nessa hora o que será responsável pela redenção ou salvação é simplesmente a nossa essência. 
Não convém ser tolerante ou cúmplice das injustiças possivelmente nascidas de um momento, entretanto,
 é sabendo ouvir mais do que falar e esperar mais do que ansiar descontroladamente, que o respeito reinará.         
 
“Sou a prova viva de que nada nessa vida é para sempre, 
até que provem o contrário.” 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Lição de Vida de Aron Ralston (127 horas)


 
Superar nossos limites. 
Acreditar no que temos de mais espontâneo e original que é a nossa força de vontade de superar cada problema, 
cada obstáculo dono do aprendizado. Entender que nada deve ser descartado ou até mesmo subestimado, 
nem mesmo nossas fraquezas. É preciso compreender nossa capacidade que se renova diariamente 
estimulada por nossos sonhos, idealizações e anseios que são ilimitados. 
  
É necessário eliminar o que nos oprime, o que nos intimida. 
Ignorar nosso egoísmo, nossa individualidade, para simplesmente permitir que nosso coração veja e sinta 
o que o próximo tem a nos dedicar. Sabemos muito pouco do nosso tempo em vida, do que será o dia de amanhã. 
Na verdade não sabemos nada, absolutamente nada. E assim deixamos a vida nos levar. Não é para ser assim. 
Precisamos agir e ser responsáveis por estímulos e não somente reagir ou ser passivo 
tornando as coisas indiscutíveis. 
 
Por que custamos a entender a importância de estarmos acompanhado, 
a mesma importância de deixarmos nossa teimosia, nossa prepotência, 
nossas razões absolutas e inúteis quando na solidão elas de nada servem?
 
Aron se desfaz do braço dele, o corta para se libertar de uma rocha. 
Depois de 5 dias sem comida nem água, ele bebe da própria urina. 
A loucura daquelas horas que demoram “anos” para passar começa a fazê-lo delirar, lembrar de suas renúncias, 
de seus apegos materiais. Impressionada com a história verídica desse montanhista, 
me vejo sem atitudes para agir da mesma forma que o mesmo ao me colocar em tal situação. 
Mas aí é que está o poder da nossa perseverança... 
Precisamos encontrar essa coragem e a fortaleza que existe dentro de nós 
para de alguma forma nos soltarmos das rochas impostas pela vida. 
Não sabemos do que somos capazes quando decidimos lutar pela vida.  
 
Ele percebia o que era importante, na verdade já sabia antes. 
Só não demonstrava muito para as pessoas que amava como familiares e amigos. 
Hoje, tudo é diferente: ele tenta fazer isso com mais freqüência 
e sempre que resolve partir ainda que seu retorno seja em breve, ele deixa recados avisando onde está.
Ele faz questão de ser cuidado, de ser lembrado. 
 
http://www.youtube.com/watch?v=OlhLOWTnVoQ
 

sábado, 12 de março de 2011

Um novo sabor.


 
Definitivamente o amargo não me pertence nem faz questão de permanecer em mim, ainda que tome diversas doses diárias dessa sensação. Acho que aprendi sim a dar a outra face e não sei se me fez ser menos ou mais receptiva. Sei que me sinto bem melhor. Ele simplesmente evapora, se dissolve, se desintegra.
Aquele gostinho doce sempre sobressai de todas as lembranças e emoções. Sempre fica um pouco de querer mais e não tudo, e em outras vezes, de querer tudo e não se bastar com apenas “um pouco mais”. E me resta essa essência de tudo que um dia foi judiado, não compreendido, não correspondido, não resolvido... Entre outros “nãos” que a Vida nos insiste em estampar na cara.
Amamos quantas vezes for necessário, cometemos os mesmos erros, insistimos nas mesmas verdades... Mantemos nossa essência por que o caráter é natural, ninguém muda sua estrutura. Adaptamos certos cômodos, reformamos alguns metros quadrados, mas tratamos de defender a qualquer custo nosso território. Claro, sempre amadurecendo e aprendendo com as formas e seus reflexos.
Deixamos a ignorância de lado, fazemos questão de mostrar os arranhões de cada tombo e com a mesma graça o sorriso a cada mão estendida para nos levantar. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Temos nossas particularidades, nossas peculiaridades e como não há mal que sempre dure, insisto e acredito SIM que há bem que NUNCA se acabe!
Como o beijo é um estado de adoração, por que não outras maravilhas serem permanentes?
É esse o sabor que busco em minhas receitas diárias. 

quinta-feira, 10 de março de 2011

Questão de escolha!





Ouvi hoje junto a uma troca de olhares a frase seguinte: “A felicidade está dentro de você. E vivê-la é uma questão de escolha. Sua escolha”.
O grande problema, se assim podemos chamar, é que a nossa felicidade sempre está atrelada a delírios de nosso coração, a sentimentos conseqüentemente por alguém. Não sabemos nos bastar e nesse ponto somos extremamente solidários em querer compartilhar nossas alegrias por ou com esse “alguém”.
Me qualifico como intensa e inteira, pois a minha essência não sabe estipular ou estimar porcentagens de envolvimento. Ou é, ou não é, até mesmo por que a tolerância em certos casos me torna superficial, rasa. E me desestimula não ver profundidade e integração no efeito de minhas ações.
Entretanto, um cuidado nem sempre é observado. Pessoas entram em nossas vidas, entramos na vida delas, e por mais correspondidos que sejamos nunca faremos idéia do real “estrago”, bem ou mal, que causamos. Portanto, as nossas escolhas sim precisam ser mais cautelosas, pois seremos eternamente responsáveis por tudo que cativarmos.
É preciso que nossas palavras sejam condizentes com as nossas atitudes. É preciso mais seriedade com o tal do Sr. Coração e assim essa Sra. Felicidade não estará sempre a beira de um abismo. Por que ainda que as teorias de auto estima ou relacionamentos nos digam para nos bastar, a nossa prática se modifica e é imprescindível não abalar as estruturas vizinhas. A recuperação destes é extremamente lenta e o que for levantado em seguida, jamais será o mesmo.
Moral da história: a nossa vida é feita de decisões. Cada escolha, digo mais uma vez, equivale a uma renúncia.
Decida com responsabilidade. E a responsabilidade não precisa deixar de ser adorável.