domingo, 30 de outubro de 2011

Novas tentativas...




Confesso que tenho tido medo de escrever sobre o que tem nos acontecido, ou rasgaria aqui tamanha revolta. Há uns dez dias havia escrito (mas não publicado) sobre a vinda dos advogados da Fundação Pio XII - Zaiden Geraige Neto e Ricardo Calil. A situação ainda era a mesma, a conquista do parecer a favor da criação da filial da Fundação Pio XII, do Ministério Público. Sim, infelizmente foi preciso nosso jurídico intervir nos esclarecimentos necessários.

Foram atendidos então pelo Procurador Geral do Estado - Dr. Valdecir Maciel e pelo Governador, aos quais explicamos a situação. Assim como em todas as outras “peregrinações”, as expectativas foram as melhores, de todas as partes. Acho que é justamente por isso que não entendemos o que de fato está acontecendo.

Em seguida, chegamos ao gabinete do excelentíssimo Juiz Dr. Edenir Rosa, também presidente do Comitê da Saúde no Estado. Uma pessoa muito séria, digna de ser ouvida com respeito frente a tanta falta do mesmo como temos visto ultimamente. Ele tem ciência do verdadeiro receio do MP. Realmente a malandragem imperou e ainda impera muito aqui em Rondônia, e infelizmente, estamos pagando por essas ações.

A insegurança do MP e prefiro entender dessa forma, para não julgá-los como o mesmo tem feito com a Fundação (questionando nossa idoneidade), tem nos colocado no mesmo “balaio de gato”. Como ele mesmo disse, nós chegamos em um momento de grandes desconfianças na saúde pública, onde empresas criaram fundações e levaram muito dinheiro do Estado, fazendo ainda da boa ação, circos políticos e eleitoreiros.

Paciência e perseverança... Sem dramas, pois é a mais pura verdade, estamos praticamente implorando para cuidar de nossos pacientes aqui do Estado, aliás, pacientes que são antes de tudo do Estado.

Sem grandes resultados, na última quarta-feira veio a Porto Velho, nosso diretor geral, Henrique Prata. Chateado e desgastado com essa situação, fomos pedir uma posição do Governador, alegando que não insistiríamos nessa permanência se o Estado realmente não fizesse questão da vinda da Fundação para Rondônia. Ponderado, o Governador reiterou o processo nas mãos de seus procuradores, e disse que os mesmos resolveriam da melhor forma.

Ainda desapontado, Henrique Prata foi a Assembléia Legislativa do Estado agradecer as doações dos deputados federais para o Hospital. De lá, conseguimos enfim através do presidente da ALE que o Procurador Geral de Justiça do Estado nos atendesse. Mais uma vez toda a história foi contada, e saímos de lá com a mesma conversa de ser dada novamente a devida atenção ao assunto.

Ao fim do dia, Henrique Prata foi visitar a obra, e lamentava o fato de em sua fase de conclusão não saber se vai poder colocá-la em funcionamento. Sinceramente, não sabemos o que vai acontecer. Colocamos nas mãos de Deus por que tudo que esteve ao nosso alcance foi feito. E que assim seja!








quarta-feira, 12 de outubro de 2011

12/Outubro

Ser criança... Na inocência, na adolescência, na meninice.
Quando for preciso ser gente grande e quando chegarmos na melhor da melhor idade. Sempre e sempre, ser criança.

“Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança,
de maneira nenhuma entrará nele.” (Marcos 10:15)

sábado, 8 de outubro de 2011

Entraves




Hoje o dia foi desgastante, na verdade esta semana e os últimos meses com a luta pela abertura do CNPJ da filial da Fundação Pio XII em Rondônia. Entramos com esse processo inicialmente na cidade de Porto Velho e por sua vez Ji-Paraná já há uns três meses.

A falta de experiência dos órgãos competentes com a nova situação (filial de fundação), neste caso o Ministério Público, tem tornado lento a formalização de um parecer a favor (ou contra), para que os demais processos sigam seu curso. As orientações no início se confrontavam. A caminhada a escritórios de contabilidade, Receita Federal, Cartório e demais órgãos foram constantes até nos direcionarem a Casa da Cidadania (MP), responsável por Fundações.

Mesmo com toda documentação exigida entregue, um impasse surgiu esta semana para que em uma audiência, na qual pensei que fosse ter o parecer a favor, eu encontrasse mais entraves na liberação de nossa atividade no Estado. Entre tantos questionamentos, elas (as promotoras) alegaram a ilegalidade de criação de uma filial de fundação.  Receosas com a quantidade de entidades “pilantrópicas” que se instalaram no passado, chegaram a colocar em cheque a idoneidade do Hospital de Câncer de Barretos.

Todos os argumentos foram utilizados e inclusive nosso departamento jurídico foi acionado. Incansavelmente ressaltávamos para elas que não surgimos do vento e que o mesmo processo foi realizado legalmente nas unidades de Juazeiro (BA) e Jales (SP). Temos nesses Estados a credibilidade de todos os órgãos competentes, temos ainda o Ministério da Saúde a nosso favor e como nosso parceiro.

Mas o que acontece com Rondônia? Não é a primeira vez que sentimos obstáculos sendo construídos nas ações do hospital dentro do Estado, mais especificamente na Capital. Depois de um trabalho de treinamento, nossa Campanha de Doadores de Medula Óssea não pode ser concluída. Presenciei nossa equipe indo embora deixando centenas de pessoas a espera dessa ação. E por que? Acho que não preciso nem dizer.

O que pedimos é agilidade no processo. Parceria, cumplicidade. Façamos cada um sua parte, unidos pelo bem comum. O que está ao nosso alcance tem sido feito, precisamos da cooperação da outra parte. Não queremos ibope ou cortejos. Mas sim fazer o que de melhor podemos para a população: prestar atendimento de excelência na oncologia.

Acreditando na dedicação de todos os órgãos públicos e privados para o início dessa fase onde assumimos a oncologia do Estado. Nossa obra está em fase final, o processo seletivo para a contratação também finalizado. E o que nos falta? A real existência da filial em Porto Velho, seu CNPJ. Sem isso, nada de contratos, nada de convênios, nada de geração de empregos e muito pior, nada de assistência para os pacientes portadores da doença.

Teremos em breve uma audiência com o Promotor Geral de Justiça.
Darei notícias, boas assim espero!
Que Deus nos proteja!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Propondo atitudes...



Bom...
Vou tentar ser menos egoísta falando de meus dramas e desconfortos emocionais particulares para falar de coisas muito mais sérias a partir de hoje. Chega dessas conversas de mulherzinha e de olhar apenas para o meu espelho. Há meses estou envolvida em um projeto de saúde pública e quero dividir com vocês o que tenho vivenciado nesse meio. Sempre que cair na tentação de falar sobre minhas emoções, pedirei licença. Minha Monega dona do blog http://demaipramai.blogspot.com/ tem toda a razão... As pessoas precisam conhecer um pouco mais dessa realidade. Explicarei o por que do tema..

Não cheguei a dizer aqui ainda, mas recebi uma proposta de administrar uma filial do Hospital de Câncer de Barretos, do qual a Fundação Pio XII é mantenedora, na cidade de Porto Velho (RO). Sim, deixei o Jornalismo para aceitar de braços abertos mais do que um desafio e sim um presente que Deus colocou inicialmente na minha vida e conseqüentemente na vida de tantas outras pessoas que hoje sofrem vítimas dessa doença.

É de conhecimento de todos que o Hospital de Câncer de Barretos (WWW.cliquecontraocancer.com.br) é uma instituição de saúde nacionalmente e internacionalmente reconhecida especializada neste tratamento. Dentro da realidade local, somente no ano de 2010, a Fundação atendeu em sua unidade de Barretos/SP cerca de 1,6 mil pacientes de Rondônia, provenientes dos 52 municípios deste Estado. Nesses pacientes, o Hospital realizou aproximadamente 26,5 mil procedimentos de tratamento e diagnóstico.

Diante destes fatos, a convite do Governo do Estado de Rondônia, a Fundação Pio XII assume a gestão de um serviço de diagnóstico e tratamento de câncer, não só em Porto Velho como futuramente em Ji-Paraná. Vale ressaltar que todo o atendimento prestado nas filiais da fundação é 100% via SUS.

Enquanto não inicia a construção da unidade própria do Hospital (já com projeto aprovado), o serviço será realizado em uma ala de 871 metros quadrados do Hospital de Base Ary Pinheiro, que atualmente está em reforma com prazo para ser entregue até novembro deste ano.

O que quero é compartilhar um pouco do que presencio desde esse momento inicial do processo burocrático exigido, passando pelas minhas viagens a matriz em Barretos e futuramente ao assistencialismo que será prestado em Rondônia.

Espero que eu consiga transmitir o amor que sinto por esse projeto e o conforto para com aqueles que se identificarem com as histórias. Que Deus abençoe a todos envolvidos e que possamos dar e fazer o melhor de nós para os que mais necessitam.