sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Jornada

 
 
Aprendi a gostar do jeito que a VIDA me envolve. 
Aprendi a respeitar suas vontades, entender suas voltas e cada recomeço. 
Recomeço que na verdade reflete a resposta que em cada ocasião busco a todo custo. 
Aprendi acima de tudo a aceitar que o acaso não existe, 
e que as ingenuamente chamadas “coincidências” são manifestações da nossa fé, 
seja ela no meu Deus ou em qualquer outra percepção do que podemos atribuir às criaturas e ao seu Criador, 
ainda que ele seja apenas a junção de uma explosão no espaço.
 
O mais engraçado é o samba que a VIDA nos impõe a dançar. 
Seus passos e rebolados direcionam o que chamamos de JORNADA. 
E não importa como você a veja, nem mesmo se seu futuro corresponde ao amanhã ou 
a uma projeção de cinco anos. 
Importa sim o que você faz de cada dia de presente, o que cada dia desse agrega a sua vivência. 
 
Gosto da transparência que ela se propõe a quem se dedica, ainda que seja dura e severa. 
Ela é pura e base de fortalecimento para quem se dispõe a crescer. 
Existem pessoas que se camuflam tentando se esconderem de si mesmo. 
Outras partem do princípio de que são realmente necessárias as máscaras apropriadas 
para sua permanência em sociedade. E me pergunto o que se ganha com isso? 
 
Por mais tempo que dure cada representação, um dia as máscaras acabam caindo. 
O show acaba, as luzes apagam e a cortina se fecha. 
E nessa hora o que será responsável pela redenção ou salvação é simplesmente a nossa essência. 
Não convém ser tolerante ou cúmplice das injustiças possivelmente nascidas de um momento, entretanto,
 é sabendo ouvir mais do que falar e esperar mais do que ansiar descontroladamente, que o respeito reinará.         
 
“Sou a prova viva de que nada nessa vida é para sempre, 
até que provem o contrário.”